| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Psittaciformes |
| Família: | Psittacidae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Subfamília: | Arinae |
| Gray, 1840 | |
| Espécie: | O. manilatus |
A maracanã-do-buriti é uma ave psittaciforme da família Psittacidae.
Conhecida também como arararana (Mato Grosso) e maracanã-de-cara-amarela.
Não considerada como sendo ameaçada, com população estável e pouco apreciada como ave de estimação.
Seu nome científico significa: do (grego) orthos = reto; e do (latim) psitta, psittaca com origem no (grego) psittakë = papagaio; e do (latim) manus = mão, pata; e latus = largo, grande. ⇒ Papagaio (com face) reta e pata grande. A palavra orthos refere-se ao contorno externo reto ou ligeiramente côncavo da face em frente a narina desta ave.
Mede cerca de 44 cm de comprimento. Cor verde que contrasta com a face amarela pálida nua e áspera, cabeça quase toda azul, bico pequeno e negro, extremo das asas azuis. Uma parte grande castanha-avermelhada no centro do abdômen, asas e rabo amarelados por baixo.
Não possui subespécies.
Alimenta-se nos buritizais dos cocos dessa palmeira em bandos de até 100 indivíduos.
Nidifica entre fevereiro e junho, em buracos de árvores feitos por Pica-paus ou em palmeiras mortas, frequentemente sobre a água. Põe 2 ovos.
Habita a copa de buritizais (com preferência por alagados, onde buritis mortos e ocos são abundantes) e florestas de galeria, ao redor de 500 m. Quando algum intruso se aproxima, prefere esconder-se nos buracos dos buritis a fugir voando.
Leste da Venezuela, Trinidad e Guianas, sudeste da Colômbia, leste de Equador e Peru, até o norte da Bolívia. Presente na Amazônia brasileira e no Piauí, oeste da Bahia, Minas Gerais e extremo nordeste de São Paulo. Encontrada também da Venezuela à Bolívia.